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sábado, 16 de junho de 2012

PROJETO DE PESQUISA ODONTOLOGIA


FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DOUTRO LEÃO SAMPAIO
CAMPUS SAÚDE
CURSO DE ODONTOLOGIA





ACIDENTES COM INSTRUMENTAIS ODONTOLÓGICOS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA DA FACULDADE LEÃO SAMPAIO EM JUAZEIRO DO NORTE - CE



TÂNIA MARIA TEIXEIRA
TIAGA ALCANTARA PEREIRA
MAURÍCIO DA SILVA PATRÍCIO
JOÃO RICARDO LOPES DA SILVA
CARLOS D'ANDERSON GONÇALVES DE SOUZA
PATRICIA AMANDA DA SILVA ANDRADE MACEDO BEZERRA


JUAZEIRO DO NORTE – CE
JUNHO DE 2012
ACIDENTES COM INSTRUMENTAIS ODONTOLÓGICOS ENTRE ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA DA FACULDADE LEÃO SAMPAIO EM JUAZEIRO DO NORTE - CE





TÂNIA MARIA TEIXEIRA
TIAGA ALCANTARA PEREIRA
MAURÍCIO DA SILVA PATRÍCIO
JOÃO RICARDO LOPES DA SILVA
CARLOS D'ANDERSON GONÇALVES DE SOUZA
PATRICIA AMANDA DA SILVA ANDRADE MACEDO BEZERRA

Trabalho apresentado na disciplina de Metodologia de Pesquisa do Trabalho Científico como pré requisito parcial da nota de AV2 aos professores João Marcos Ferreira de Lima Silva e Alana Kelly Maia Macedo Nobre de Lima.



Juazeiro do Norte – CE
Junho de 2012
RESUMO
O presente trabalho é um projeto de pesquisa que em cumprimento as exigências da cadeira de Metodologia de Pesquisa do Trabalho Científico pretende realizar uma investigação, com o objetivo de averiguar a prevalência de acidentes com instrumental odontológico potencialmente contaminado entre estudantes do curso de Odontologia do segundo, terceiro e quarto semestres da Faculdade de Ciências Aplicadas Doutor Leão Sampaio nas cadeiras de Anatomia e Escultura Dental e Pré clinica 1. Métodos: Para a coleta de dados, será aplicado um questionário composto por itens de caracterização dos sujeitos e dos acidentes ocorridos. Será escolhida uma data em que a maioria dos alunos se encontrarem na instituição para assim aumentar o volume de adesões à pesquisa, visando assim obter uma amostra que seja o mais próximo possível da realidade. Com a pesquisa bibliográfica realizada previamente aliada a convivência do dia-a-dia em uma faculdade de odontologia presume-se que os alunos da odontologia estão muito expostos aos acidentes com presença de material biológico em sua prática até agora pré-clínica acadêmica, de modos que se espera encontrar uma prevalência significativa de pequenos acidentes em virtude dos instrumentais ainda não serem de caráter altamente cortante em sua maioria.
Palavras-chave: Estudantes de Odontologia – Acidentes com instrumental – Risco Biológico



SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................06
2. OBJETIVOS........................................................................................................08
2.1. Objetivos Gerais................................................................................................08
2.2. Objetivos Específicos........................................................................................08
3. JUSTIFICATIVA.................................................................................................09
4. REVISÃO DE LITERATURA............................................................................10
4.1. Riscos biológicos na prática odontológica........................................................10
4.2. Fatores e risco para acidentes com instrumental...............................................12
4.3. Medidas de Prevenção......................................................................................13
4.4. Comportamento dos Estudantes Frente Aos Acidentes....................................13
4.5. Medidas Profiláticas Pós-Acidentes .................................................................14
4.6. Medidas Educativas..........................................................................................14
5. MATERIAIS E MÉTODOS...............................................................................16
5.1. Caracterização da pesquisa...............................................................................16
5.2. População e Amostra........................................................................................16
5.3. Critérios de inclusão..........................................................................................16
5.4. Critérios de exclusão.........................................................................................16
5.5. Variáveis de pesquisa........................................................................................16
5.6. Instrumentos da Pesquisa..................................................................................16
5.7. Procedimentos da Pesquisa................................................................................16
5.8. Plano Estatístico................................................................................................17
5.9. Aspectos Éticos.................................................................................................17
5.10. Resultados Esperados......................................................................................17
6. CRONOGRAMA................................................................................................19
7. ORÇAMENTO....................................................................................................20
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................21
9. ANEXOS.............................................................................................................22


1. INTRODUÇÃO
Embora a aderência às precauções-padrão e o uso rotineiro de barreiras apropriadas assegurem maior proteção contra a maioria dos microrganismos, os profissionais que atuam na área da saúde estão expostos a riscos de acidentes envolvendo sangue e outros fluidos corpóreos potencialmente contaminados durante o exercício de sua profissão (Bellíssimo-Rodrigues1, 2003).
No início de 2011 a Faculdade Leão Sampaio abril suas portas para o curso de odontologia e com isso vieram os 200 estudantes que hoje se aproximam dos 500, a partir do segundo semestre os estudantes tem seu primeiro contato com os instrumentais odontológicos na disciplina de Anatomia e Escultura Dental, seguida no terceiro semestre pela disciplina de Pré Clinica 1, muitos desses instrumentais representam riscos ao estudante se manuseados de maneira incorreta o que é algo provável em vista destes acadêmicos estarem em processo de formação e ainda adquirindo a destreza manual apropriada.
Alguns destes instrumentais como o Lecron, Curetas Grayce, Foices, Curetas de Macal, Bisturis, brocas, e etc, tem um potencial de ferir o manuseador quando este não os manipula adequadamente, como esses primeiros contatos ainda não são clínicos e portanto não envolvem pacientes os estudantes muitas vezes se descuidam por vincularem infecções com o contato direto com material contaminado por sangue, saliva ou outro fluido ou tecido que venha de um paciente, esquecendo-se que qualquer material que esteja exposto ao ambiente é uma contaminação em potencial, sendo este potencializado quando se encontra em um ambiente clínico.
Como já é sabido os profissionais da área da saúde estão entre os mais expostos a materiais infecciosos e isso se estende aos acadêmicos nas suas práticas clinicas e pré clinicas, logicamente devido ao contato direto com diversos pacientes as disciplinas clinicas são mais perigosas para o estudante, mas como um dos intuitos da disciplina pré clinica é preparar o futuro profissional para o mundo clinico fica evidente a necessidade de prepara-lo e avalia-lo previamente sobre os riscos biológicos, já que nesta iniciação ele tem os seus primeiros contatos com instrumentais, e sabendo que qualquer ferimento que tire a integridade da pele já põe o indivíduo em risco de infecção deve-se prepara-lo desde o inicio com o mesmo rigor mesmo que com riscos menores, visando assim conscientizá-lo previamente para que assim possa chegar na fase clinica mais preparado e conscientizado sobre os riscos a que estará exposto.
Visando auxiliar nesta preparação este projeto visa realizar uma pesquisa que possa fornecer dados sobre a realidade dos acadêmicos da citada instituição em relação a prevalência de acidentes com instrumentais para que assim os próprios estudantes possam se conscientizar melhor e passarem a dar mais atenção a suas práticas sabendo que não é tão incomum ocorrem pequenos acidentes que por muitas vezes passam despercebidos ou são tidos como inofensivos mas que na realidade comprovada podem sim colocá-los em risco potencial.
Levando em consideração o risco de acidentes o projeto considerará como acidente com instrumentais, fragmentos ou gotículas que tenham entrado em contato com os olhos, queimaduras e lesões à pele ou mucosas. Além de levantar com quais proteções os acadêmicos estavam paramentados no momento de ocorrência do acidente, assim como apresentar os instrumentais que mais causaram acidentes, quais as faixas etárias mais atingidas e em qual turno estes acidentes mais ocorreram.
     Este projeto tem como ideia central fundamentar uma pesquisa que possa fornecer dados que melhorem a segurança dos estudantes, afinal é muito importante saber: Com que frequência os estudantes de odontologia sofrem acidentes que expõe a risco de contaminação?
  



2. OBJETIVOS
2.1 Geral
Realizar um levantamento da frequência com que estudantes de odontologia da Faculdade Leão Sampaio sofreram acidentes com instrumentais odontológicos durante suas aulas práticas.
2.2 Específicos
Descobrir quais os instrumentais mais envolvidos com estas ocorrências.
Expor em qual turno estas ocorrências são mais frequentes.
Fornecer os dados para que possam auxiliar estratégias de prevenção a acidentes.
Possibilitar uma conscientização dos estudantes sobre a sua própria realidade e assim dar-lhes um parâmetro mais próximo para que deem mais atenção a sua segurança especialmente nas fases iniciais garantindo assim que cheguem nas disciplinas clínicas mais preparados.




3. JUSTIFICATIVA
A pesquisa deve ser realizada para fornecer dados que possam fundamentar uma conscientização nos estudantes da Faculdade Leão Sampaio e outros que venham a conhecê-la, podendo assim reduzir os riscos de futuros acidentes.
Na sua maioria os estudantes são jovens que ainda tem a ideia de que acidentes ocorrem com os outros, que são acontecimentos distantes, este trabalho é importante, pois proporcionará uma exposição da realidade dos próprios acadêmicos.   
4. REVISÃO DE LITERATURA
4.1. Riscos biológicos na prática odontológica
A prática da Odontologia, por abranger uma grande variedade de procedimentos com diferentes níveis de complexidade, geralmente implica em contato com secreções da cavidade oral, a exemplo de saliva, sangue e outros tipos de secreções, como as das vias aéreas superiores, além de aerossóis, sendo fator de risco para a transmissão de infecções entre profissionais e pacientes (KONKEWICZ, 2005).
Para fins de conceituação, a exposição a fluidos corporais fica caracterizada pelo contato com membranas mucosas ou pele não intacta, pelo contato com pele intacta quando há envolvimento de áreas extensas por um longo período de tempo, ou por uma injúria percutânea causada por uma agulha contaminada ou algum objeto pontiagudo (MARINO et al., 2001).
O atendimento de pacientes infectados e a grande prevalência de doenças de repercussão sistêmica, como hepatites, Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), tuberculose e sífilis, entre outras, têm aumentado a conscientização e motivado a classe odontológica a buscar mais informações na tentativa de minimizar as chances de contaminação cruzada. Sangue, qualquer fluido orgânico contendo sangue visível, secreções vaginais e sêmen são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Suor, lágrimas, fezes, urina e saliva (não acompanhada de sangue), por sua vez, não representam risco e não há recomendação de quimioprofilaxia e monitoramento sério para esses casos (MARINO et al., 2001).
Antes da disseminação do HIV, órgãos internacionalmente conhecidos, como a American Dental Association (ADA), já vinham recomendando medidas para controle de infecção nos atendimentos odontológicos. Após  a emergência da Aids, iniciou-se um forte movimento para a adoção de um programa efetivo para controle de infecção cruzada nos serviços de saúde como um todo, visando a reduzir esses riscos (CARMO; COSTA, 2001; DISCACCIATI; VILAÇA, 2001; SILVA; PATROCÍNIO; NEVES, 2002).
Tem-se observado, a partir de então, um aumento da atenção ao tema biossegurança, o qual inclui todo procedimento de combate à contaminação, devendo ser, portanto, uma preocupação de todos os serviços relacionados à saúde (CAIXETA; BARBOSA-BRANCO,2005; GARBIN et al., 2005; GARCIA; ZANETTI-RAMOS, 2004).
No caso de agentes biológicos, como em grande parte das situações é impossível ou inviável o controle na fonte ou do ambiente como um todo, a utilização de barreiras de proteção, representadas nesse caso pelos EPI, deve ser conduta prioritária em todas as situações que ofereçam risco (CAIXETA; BARBOSA-BRANCO, 2005).
Estudos sobre acidentes de trabalho com risco potencial de transmissão do HIV em profissionais da saúde têm sido realizados em várias partes do mundo, principalmente nos Estados Unidos. Neste país, RamosGomez et al. (1997) constataram, entre profissionais e estudantes de quatro clínicas de ensino odontológico, uma incidência de 3,53 acidentes a cada 10.000 atendimentos, enquanto no estudo de Younai, Murphy e Kotelchuck (2001) a incidência foi de 2,46/10.000 atendimentos. No Brasil, Martins, Barreto e Rezende (2004) verificaram que 26% dos dentistas pesquisados sofreram acidentes perfuro-cortantes nos seis meses anteriores à pesquisa e 75% já haviam sofrido alguma vez durante a vida profissional.
Estudos estimaram ser o risco de transmissão do HIV por exposição percutânea baixo e por exposição da membrana mucosa ainda menor. Quanto às hepatites, o risco de contaminação mostra-se maior que o do HIV, sendo de duas a três vezes mais alto para hepatite B, em comparação com a hepatite C. É importante ressaltar que não existe intervenção específica para prevenir algumas infecções, como a transmissão do vírus da hepatite C após exposição no trabalho. Na existência de vacinas, como no caso da hepatite B, a utilização das mesmas é recomendada para todos os profissionais de saúde (BRANDÃO JUNIOR, 2000; MARTINS; BARRETO,2003; SCHECHTER; MARANGONI, 1998).
A título de informação, alguns cuidados pós-exposição merecem destaque e foram classificados por etapas, desde o tratamento do sítio de exposição, passando pela notificação, até o controle/monitoramento das con-8 Rev. bras. Saúde ocup., São Paulo, 34 (119): 06-14, 2009dições dos profissionais de saúde expostos a acidentes (MARINO et al., 2001):
1. Tratamento do sítio de exposição: para exposição cutânea ou percutânea, lavagem com água corrente e soluções antissépticas; para exposições em mucosa, lavar abundantemente com água ou solução fisiológica.
2. Notificação do acidente: Boletim de Acidente de Trabalho;
3. Coleta de amostras de sangue do paciente: realiza-ção de testes sorológicos para HIV, hepatite B e C;
4. Coleta de amostras de sangue do profissional: realização de testes sorológicos para HIV, hepatite B e C;
5. Informações adicionais: risco de contaminação e importância de acompanhamento; em caso de materiais contaminados com HIV ou pacientes com sorologia desconhecida, deve-se preservar por 6 meses.
O Ministério da Saúde também preconiza, como medida imediata após acidente envolvendo exposição a material biológico potencialmente contaminado, a lavagem exaustiva do local exposto. Paciente e profissional devem ser submetidos a testes sorológicos para investigar possível infecção prévia por HIV ou HBV, e, caso indicada (paciente-fonte com sorologia positiva ou desconhecida para tais vírus), a quimioprofilaxia deve ser iniciada dentro das primeiras 24 a 48 horas após a exposição (BRASIL, 2006)
Embora a NR-32 estabeleça a obrigatoriedade de comunicação dos acidentes de trabalho, os profissionais freqüentemente não o fazem, pois, muitas vezes, o acidente não gera nenhuma das situações previstas na definição de acidente de trabalho e pode não ter a transmissão caracterizada de imediato ou em curto prazo. A comunicação apenas quando a doença se desenvolve demonstra, claramente, uma negligência no componente preventivo (CAIXETA; BARBOSA-BRANCO, 2005)
4.2. Fatores e risco para acidentes com instrumental
Estudos sobre exposições a material biológico potencialmente contaminado entre estudantes de Odontologia indicam a falta de experiência clínica como um fator agravante, além das características próprias da profissão que apresentam aspectos facilitadores de acidentes. Revelam ainda que a pouca familiaridade com os procedimentos, o nervosismo, a ansiedade e a supervisão constante do professor, como avaliador, aumentariam o risco de acidentes entre os estudantes (PANAGAKOS; SILVERSTEIN, 1997; RIBEIRO, 2005).
Entre profissionais de saúde, a maioria dos acidentes com contaminação através de material biológico ocorre  através  de  instrumentos  de  trabalho  perfurocortantes, especialmente entre aqueles que prestam assistência direta aos pacientes e executam procedimentos invasivos, pois empregam predominantemente esse tipo de instrumento na prática diária (BALSAMO; FELLI, 2006).
Os estudos que investigaram infecções ocupacionais nas áreas médica e odontológica indicaram que a exposição repetida aos microrganismos do sangue e de outras secreções resultou em uma incidência mais elevada de determinadas doenças infecciosas nesses profissionais do que a observada na população geral (MOLINARI, 2003).
A utilização inadequada dos equipamentos de proteção individual e a ausência de critérios na manipulação de instrumentos e objetos contaminados na prática odontológica podem ser apontadas como colaboradoras no processo de geração do acidente (BERTI; MOIMAZ; AYRES, 2003).
4.3. Medidas de Prevenção
Independentemente da forma de ensino e da estrutura curricular adotada nas universidades, a prevenção e o controle de infecção devem fazer parte da filosofia da formação dos profissionais da área da saúde, assim como do processo de educação continuada durante o exercício profissional, viabilizando a necessária atualização permanente dos profissionais (TIPPLE et al., 2003).
4.4. Comportamento dos Estudantes Frente Aos Acidentes
Com relação às medidas profiláticas imediatas adotadas no pós-acidente, a observação de que apenas 34,2% dos alunos que sofreram acidentes informaram ter procurado o professor para receber orientações, se traduz como superestima de conhecimento por parte dos mesmos em relação a ocorrências desse tipo, já que a grande maioria (73,7%) afirmou ter apenas lavado o ferimento com água e sabão e apenas 10 (13,2%) procuraram o serviço médico especializado em acidentes com exposição a material biológico potencialmente contaminado. O percentual de alunos que afirmaram não ter tomado qualquer medida profilática (9,2%) nos faz crer que estes desconhecem ou ignoram os riscos aos quais estão expostos ou temem as medidas quimioprofiláticas preconizadas. Este tipo de comportamento também pode ter sido favorecido pela avaliação dos acidentes como de pequeno porte ou baixo risco, com volume pequeno de sangue e carga viral reduzida (SCHECHTER; MARANGONI, 1998).
4.5. Medidas Profiláticas Pós-Acidentes
De acordo com Ministério da Saúde, em caso de sorologia do paciente-fonte positiva ou desconhecida para HIV ou HBV, a quimioprofilaxia pós-exposição ocupacional (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível, 12 Rev. bras. Saúde ocup., São Paulo, 34 (119): 06-14, 2009dentro das primeiras 24 ou 8 horas após o acidente (BRASIL, 2006).
Considerando que as medidas profiláticas pós-exposição não são totalmente eficazes, enfatiza-se a necessidade da divulgação, dentro das universidades, dos protocolos de proteção universal em vigor (BRASIL, 2004), para que os alunos possam exercer com mais segurança suas atividades práticas, reduzindo os riscos de infecção e acidentes durante a prática clínico-ambulatorial. Para tanto, os protocolos devem ser governados por sua aplicação prática e não apenas por considerações legais envolvidas, aumentando a aceitação entre os estudantes e profissionais. Para difundir tal aceitação, recomenda-se informação e treinamento na gerência de riscos, participação de estudantes e profissionais de saúde no desenvolvimento dos protocolos e a sustentação da gerência pelos órgãos envolvidos, nesse caso as próprias universidades, para evitar a reversão ao comportamento habitual precedente (VAN GEMERT-PIJNEN et al., 2006).
4.6. Medidas Educativas
Enfatizamos, então, a necessidade de se implementar ações educativas permanentes sobre as Medidas de Precauções Universais (MPU’s), atualmente denominadas precauções-padrão, e a conscientização da necessidade de empregá-las adequadamente. As precauçõespadrão são formas de prevenção a serem utilizadas na assistência a todos os pacientes, na manipulação de sangue, secreções e excreções e contato com mucosas e pele não-íntegra. Tais medidas incluem a utilização de equipamentos de proteção individual e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais contaminados por material orgânico (ALMEIDA; PAGLIUCA; LEITE, 2005).
Possíveis danos psicológicos apresentados por estudantes feridos por instrumental
Exposição acidental a material biológico contaminado é sentida como uma situação de risco real de contaminação, assim, é compreensível que o dentista que tenha sofrido as apreensões e angústias relacionadas a um acidente perfurocortante declare menor disposição para o atendimento de pacientes portadores do HIV/Aids (SENNA; GUIMARÃES; PORDEUS, 2005).









5. MATERIAIS E MÉTODOS
5.1. Caracterização da pesquisa
Este projeto visa à realização de uma pesquisa de corte transversal que determine a prevalência de acidentes sofridos com instrumentais pelos alunos da Faculdade Leão Sampaio.
5.2. População e Amostra
Alunos do segundo, terceiro e quarto semestres do Curso de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio que tenham cursado as disciplinas de Pré-clinica I e/ou Anatomia e Escultura Dental.
5.3. Critérios de inclusão
Ser aluno do curso de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio que tenha cursado ou curse as disciplinas de Pré-Clinica e/ou Anatomia e Escultura Dental.
5.4. Critérios de exclusão
Não ser do segundo, terceiro ou quarto semestres ou não estar frequentando ou ter frequentado as disciplinas avaliadas.
5.5. Variáveis de pesquisa
Ocorrência de acidentes com instrumentais entre estudantes de odontologia, quais os instrumentais mais envolvidos, quais os Instrumentos de Proteção Individual utilizados, e quais os turnos com maior prevalência.
  5.6. Instrumentos da Pesquisa
Questionários impressos, Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, Microsoft Office Excel versão 2010, programa estatístico SPSS (Statistical Package Social Science).
5.7. Procedimentos da Pesquisa
Primeiramente no dia 29 de outubro de 2012 ocorrerá um contato inicial com os estudantes onde estes serão esclarecidos sobre a intenção da pesquisa, seguido pela entrega dos questionários e assinatura do TCLE aos acadêmicos que se dispuserem a contribuir com a pesquisa.
No dia seguinte os questionários que forem preenchidos serão recolhidos pelos pesquisadores responsáveis e encaminhados para análise e tratamento estatístico a ser realizado por um profissional da área.
Esses dois passos ocorrerão em todas as turmas de odontologia do segundo, terceiro e quarto semestres nos três turnos tão logo haja adesões em todas estas.   
Após o devido tratamento estatístico os dados serão apresentados para a comissão de ética que determinará ou não a sua aprovação e posterior publicação.
E por fim após a sua devida aprovação pelo conselho de ética prosseguiri-se-a com a publicação da pesquisa para garantir assim  o conhecimento dos resultados pelos colaboradores, demais acadêmicos e população em geral.
5.8. Plano Estatístico
Os dados serão submetidos à análise estatística descritiva com utilização do programa estatístico SPSS (Statistical Package Social Science) versão 12.0 apresentados de Forma descritiva e não paramétrica em tabelas e gráficos elaborados no programa Microsoft Office Excel versão 2010, além de uma versão digitada no Microsoft Office Word e impressa a ser entregue a mesa avaliadora.
5.9. Aspectos Éticos
Os estudantes que aceitarem participar da pesquisa assinarão o TCLE e serão assegurados do anonimato de suas identidades, de modo que os questionários a serem por eles preenchidos não irão registrar informações pessoais, apenas o turno, turma, idade, sexo e semestre, evitando assim que os participantes temam sofrer alguma represália ou tendenciem sua resposta para agradar professores ou algum outro terceiro. Estas e outras medidas serão tomadas em respeito a resolução 196/96 do conselho nacional de saúde.   
5.10. Resultados Esperados
Com base no estudo de Ribeiro 2005 espera-se encontrar ocorrência de acidentes com instrumentais odontológicos em aproximadamente 70% dos relatos dos acadêmicos, aceitando-se possíveis variações em virtude do numero reduzido de disciplinas em que os estudantes já tiveram contato com estes instrumentais o que pode levar a uma menor porcentagem.   



6. CRONOGRAMA
ETAPAS
DATA DE INICIO
DATA DE CONCLUSÃO
REVISÃO DE LITARATURA
01/06/2012
13/06/2012
ELABORAÇÃO DO PROJETO
03/06/2012
15/06/2012
ENVIO DO PROJETO PARA AVALIAÇÃO
18/06/2012
-
APRESENTAÇÃO DO PROJETO
22/06/2012
22/06/2012
PRIMEIRO CONTATO COM OS ALUNOS E ENTREGA DOS QUESTIONÁRIOS

28/09/2012

28/09/2012
RECOLHIMENTO DOS QUESTIONÁRIOS
01/10/2012
01/10/2012
ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS DADOS

02/10/2012

04/10/2012
APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
05/10/2012
05/10/2012




7. ORÇAMENTO

ITÉNS DISPENDIÓSOS
INVESTIMENTO EM R$
SERVIÇO DE GRÁFICA
40,00
DESPESAS COM TRANSPORTE
20,00
DESPESAS COM PROFISSIONAL ESTATÍSTICO
50,00
TOTAL
110,00

* As despesas da pesquisa serão de responsabilidade da equipe de pesquisa



8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, C. B.; PAGLIUCA, L. M. F.; LEITE, A. L. A. S. Acidentes de trabalho envolvendo os olhos: avaliação de riscos ocupacionais com trabalhadores de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 13, n. 5, p. 708-716, out. 2005.
BALSAMO, A. C.; FELLI, V. E. A. Estudo sobre os acidentes de trabalho com exposição aos líquidos corporais humanos em trabalhadores da saúde de um hospital universitário. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 14, n. 3, p. 346-353, jun. 2006.
BERTI, M.; MOIMAZ, S. A. S.; AYRES, J. P. S. Métodos de controle de infecção cruzada: uma avaliação do emprego na prática odontológica. Revista Paulista de Odontologia, São Paulo, v. 25, n. 5, p. 30-33, 2003.
BRANDÃO JUNIOR, P. S. Biossegurança e AIDS: as dimensões psicossociais do acidente com material biológico no trabalho em hospital. 2000. 124 f. Dissertação (Mestrado)-Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2000.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Diretrizes gerais para o trabalho em contenção com material biológico. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Ações Programáticas. Exposição a materiais biológicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Série A. Normas e Manuais Técnicos -  Saúde do Trabalhador, 3. Protocolo de Complexidade Diferenciada).
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria n. 3214, de 8 de junho de 1978. Aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 06 jul. 1978.
______. Portaria n. 485, de 11 de novembro de 2005. Aprova a Norma Regulamentadora n. 32 – Segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de saúde. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 nov. 2005.
CAIXETA, R. B.; BARBOSA-BRANCO, A. Acidente de trabalho, com material biológico, em profissionais de saúde de hospitais públicos do Distrito Federal, Brasil, 2002/2003. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 3, p. 737-746, jun. 2005.
CARMO, M. R. C.; COSTA, A. M. D. D. Procedimentos de biossegurança em odontologia. Jornal Brasileiro de Clínica & Estética em Odontologia, Curitiba, v. 5, n. 26, 2001.
DISCACCIATI, J. A. C.; VILAÇA, E. L. Atendimento odontológico ao portador de HIV: medo, preconceito e ética profissional. Revista Panamericana de Salud Pública, Washington, v. 9, n. 4, p. 234-239, abr. 2001.
GARBIN, A. J. I. et al. Biosecurity in public and private office. Journal of Applied Oral Science, Bauru, v. 13, n. 2, p. 163-166, Apr./June 2005.14 Rev. bras. Saúde ocup., São Paulo, 34 (119): 06-14, 2009
GARCIA, L. P.; ZANETTI-RAMOS, B.G. Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde: uma questão de biossegurança. Cadernos de Saúde Pública, Rio de janeiro, v. 20, n. 3, p. 744-752, jun. 2004.
KONKEWICZ, L. R. Controle de infecção em odontologia. Disponível em: <http://www.cih.com.br/controle_de_infec%C3%A7%C3%A3o_em_odontolo.htm>. Acesso em: 14 jun. 2012.
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MARTINS, A. M. E. B. L.; BARRETO, S. M.; REZENDE, V. L. S. Acidentes do trabalho com instrumentos perfurocortantes entre cirurgiões-dentistas. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, Belo Horizonte, v. 2, n. 4, p. 267-274, 2004.
MOLINARI, J. A. Infection control: its evolution to the current standard precautions. Journal of the American Dental Association, United States, v. 134, n. 5, p. 569-574, May 2003.
OSÓRIO, C.; MACHADO, J. M. H.; MINAYO-GOMEZ, C. Proposição de um método de análise coletiva dos acidentes de trabalho no hospital. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 517-524, abr. 2005.
PANAGAKOS, F. S.; SILVERSTEIN, J. Incidence of percutaneous injuries at a dental school: a 4-year retrospective study. American Journal of  Infection Control, United States, v. 25, n. 4, p.330-334, Aug.1997.
RAMOS-GOMEZ, F. et al. Accidental exposures to blood and body fluids among health care workers in dental teaching clinics: a prospective study. Journal of the American Dental Association, United States, v. 128, n. 9, p. 1253-1261, Apr. 1997.
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9. APÊNDICES
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu _______________________________________________ declaro que aceito participar da pesquisa sobre acidentes com instrumentais odontológicos que me foi proposto participar no período de 29/09/2012 a 01/10/2012 tendo sido devidamente esclarecido sobre a importância da pesquisa e os procedimentos que serão realizados, da mesma maneira que estou ciente de que não haverá nenhum pagamento a ser por mim recebido, assim como assumo a responsabilidade de que todas as informações por mim prestadas são verdadeiras.


________________________________      ________________________________
           Assinatura do Participante                            Assinatura do Pesquisador




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